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Fagulha Musical
por Cleiton Rolo, músico e designer gráfico
O Raulseixismo
O Raulseixismo
Essa semana completou 28 anos da morte do maior ícone do rock brasileiro, e eu não poderia me calar.
Dia 21 de agosto de 1989 o país se despedia de uma figura musical que virou Deus entre os apreciadores de música popular. Aos 44 anos, de rock e de álcool, Raul Seixas se mandou desse plano deixando milhares de órfãos que, até hoje, não permitem que sua música seja esquecida. Ainda bem!
Um aspecto pouco falado, e que acho interessante salientar, é que Raul perambulou e atingiu de cara, principalmente a grande massa operária brasileira. Seja pelo modo de se vestir, pela forma como mentia descaradamente (é!), pelos papos de ocultismo, de óvni, pela poesia, pela parceria com Paulo Coelho, pelas figuras de linguagem que se fundem entre regionalismos brasileiros e norte-americanos, ou pelo emaranhado de influências musicais que fizeram dele algo que é a cara do brasileiro comum. Um artista completo.
Entretanto, ao longo do tempo, ouvindo Raul Seixas, fui me deparando com alguns ‘equívocos’ sonoros que, ao contrário da costumeira crítica, me deixaram ainda mais fã do cantor. Alguns consideram plágio, eu chamo de pesquisa. Raul era uma enciclopédia e, diferentemente da galera da Jovem Guarda, ele foi a fundo às suas viagens musicais. Em determinados momentos, tomou emprestado inclusive o tema de suas canções de artistas americanos e falava disso numa boa.
Rock do Diabo é declaradamente a música Honey Dont de Carl Perkins, um artista que Raul era fã. Tem também Rock das Aranha, cujo o autor é Jimmy Breed Love, uma música de 1958. S.O.S é Mr. Spaceman, da banda The Byrds e Peixuxa é ‘brabamente’ Ob La Di - Ob La Da, dos Beatles. Até mesmo o verso que diz “É só um sonho que se sonha só/Mas sonho que se sonha junto é realidade” da música Prelúdio, consta na música Now or Never de Yoko Ono. São muitas as músicas onde se encontram essas ‘homenagens’ feitas pelo Raulzito.
Esse artigo me fez lembrar da infância, de lugares, de shows e de pessoas que só fiz amizade por conta de conhecer a obra de Raul Seixas. São muitos os raulseixistas lençoenses, mas dedico esse texto aos amigos: Ademilson Rodrigues “Cebola”, Rafael Castro, Raldy Paschoarelli, Rodrigo Miro, Silvio Gabriel, Daniel Cola e claro, ao primeiro amigo fã de Raul, meu pai Luiz Carlos Piras.
Curta um som e nos vemos por ai!
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