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Fagulha Musical
por Cleiton Rolo, músico e designer gráfico
Clapton é Deus
Clapton é Deus
Por volta de 1965 era pichado pela velha Londres algo que vislumbraria o que o mundo todo saberia mais tarde: “Clapton is God”. E é mesmo. Deus onipotente da guitarra e da música popular. 
Oriundo da mais prolífica leva de gênios do começo dos anos 1960, Eric Clapton teve diversas fases. Doente pelo blues e já considerado por muitos como aposta da música, o guitarrista planejou sua carreira desde cedo. Entrou para os Yardbirds em 1963, uma banda que já despontava no cenário do Reino Unido e, em seguida, entrou para o John Mayall & the Bluesbreakers, onde se estabeleceu como pilar do blues. Em 1966 formou o primeiro power trio reconhecido do rock: o Cream! Com Ginger Baker na bateria e Jack Bruce no baixo e vocal. Ambos grandes amigos de Clapton, fundiram o blues e a psicodelia e foram também um dos pioneiros no estilo. Assim como nos projetos anteriores, a banda também teve fim rapidamente, em 1968.
O fim dos anos 1960 ainda lhe renderia grandes parcerias com músicos como George Harrison e a gravação de “While My Guitar a Gently Weeps” para o álbum dos Beatles, além do festival Rock and Roll Circus, dos Rolling Stones, no qual tocou no The Dirty Mac com John Lennon, Yoko Ono e Keith Richards.
Em 1969 juntou-se à superbanda Blind Faith, na qual participou da gravação de um dos mais aclamados discos de todos os tempos: o homônimo Blind Faith.
Os anos 1970 de Eric Clapton foram grandiosos para sua carreira, mas dolorosos para a vida pessoal. Um affair por Pattie Boyd, ex-esposa de George Harrison, além da morte prematura dos grandes amigos e também ídolos, Jimi Hendrix e Duane Allman (Allman Brothers Band), lhe causaram sofrimento, levando-o ao declínio pessoal. Uma fase de extrema criatividade, de onde saíram hinos como “Let it Rain” e “Layla”, era também cenário de depressão e abuso de álcool e heroína.
Mais tarde, Pattie Boyd havia se divorciado de Harrison e cedeu às investidas de Clapton. Se casaram em 1979. Um relacionamento conturbado, mas que ainda assim durou quase 10 anos.
Em 1991, depois de se apresentar em Wisconsin, nos EUA, em uma turnê conjunta, seu parceiro Stevie Ray Vaughan morreu em um acidente de helicóptero voltando pra casa, depois do show. Sete meses mais tarde, mais tragédia, o filho Conor, de apenas quatro anos, caiu da janela do 49º andar de seu edifício, em Nova York. A música “Tears in Heaven” fala sobre o sofrimento dessa perda.
Um vida de musicalidade ímpar levou Eric Clapton ao maior escalão da música popular mundial, sua história carrega também amargura, muitas vezes relatadas em suas canções. São tantas as contribuições e episódios que não cabem em um só artigo. Curta um som e nos vemos por ai!
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