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Fagulha Musical
por Cleiton Rolo, músico e designer gráfico
Uma escola de música brasileira chamada “Tieta”
Uma escola de música brasileira chamada “Tieta”
Há quem proclame o mineiro “Clube da Esquina” como uma das mais importantes obras nacionais. Existe também quem tenha o brilhante “Estudando o Samba”, de Tom Zé, como trabalho específico da estética brasileira. Já conheci quem defenda o “Construção”, de Chico Buarque, o “Chega de Saudade”, do João Gilberto, e Jorge Ben com o clássico “Tábua da Esmeralda”. São muitos os trabalhos que botam o Brasil em um aspecto singular dentro da música, mas, discordando um pouco da grande maioria, para mim, o disco que mais representa o Brasil é outro. Aliás, são outros, porque são dois volumes. A trilha sonora da novela Tieta!
Pensando nessa questão de álbum ou compilação que reúna as mais honestas nuances brasileiras, e que seja diversificado, e que corresponda às paisagens musicais legítimas de parte da nossa sociedade, resgatei através de uma reprise na TV, um dos meus primeiros sentimentos em relação à música popular. Foi em uma de minhas primeiras memórias televisivas que pude enxergar o que é a verdadeira música brasileira. 
A série que é baseada no conto “Tieta do Agreste”, de Jorge Amado, traz os maiores compositores e intérpretes de todos os tempos do país lançados pela Som Livre no ano de 1989. O brilho dessa obra já começa na sagacidade da curadoria da gravadora em lançar dois álbuns em português, fugindo um pouco da tradição das trilhas serem nacional e outra internacional. Foram mais de 1,5 milhões de cópias vendidas, aliás.
Se você gosta dos cantores imortais e atemporais, essa trilha sonora tem tudo a ver com você também. É Caetano Veloso cantando música do Carlinhos Brown, Chitãozinho e Xororó cantando o hino “No Rancho Fundo”, de Ary Barroso, Tim Maia cantando Marcos e Paulo Sergio Valle, o inventor do Axé, Luiz Caldas, que interpreta o tema de abertura, “Tieta”, e ainda, Fafá de Belém, Maria Bethânia, Gal Costa, Fagner, Elba Ramalho, Simone, Martinho da Vila, Moraes Moreira, Roberta Miranda e um mundo de clássicos dentro de apenas uma trilha de novela que você nunca vai encontrar nada parecido.
É um misto de sensações de saudades e alegrias entre músicas cantadas ou instrumentais que retratam a pobreza de uma classe e passeiam pelas paisagens paradisíacas do povoado de Mangue Seco, na Bahia, onde a novela foi gravada. É a autêntica música brasileira, nosso maior tesouro que vale muito ouvir e recordar. Nem tudo o que tocou na novela é encontrado facilmente nos meios digitais, mas dá pra ter uma boa noção. Curta um som e nos vemos por ai!
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